1- Oficinas da Companhia Teatral Nosconosco
Período: Fevereiro à Dezembro de 2003
Atividade:
- Definição dos direcionamentos a serem seguidos para a construção da
próxima montagem;
- Durante todo o período foram utilizados diferentes técnicas corporais
através de exercícios, exemplificados anteriormente em livros, e
posteriormente experimentados e discutidos por atores e diretores ao final
de cada oficina;
- Apresentação do texto, uma primeira edição, leitura deste, e exercícios
com tentativas de utilização de passagens deste texto.
2- Aulas de voz
Período: Março à Dezembro de 2003
Atividade:
- Trabalho da voz, individual e em grupo, onde há a educação vocal em
relação à respiração, postura, projeção da voz;
- Trabalho vocal em conjunto com o trabalho cênico, onde os atores são
fomentados a trabalhar a voz e o corpo em conjunto;
- Utilização do trabalho vocal e corporal na interpretação de músicas, as
quais seguem uma possível linha da próxima montagem;
- Instrução vocal nas músicas dos espetáculos “As Artimanhas de Molière” e
“TODOMUNDO”.
3- Ensaios para apresentações de espetáculos da Cia Teatral Nosconosco
“As Artimanhas de Molière”
- Ensaios para espetáculos vendidos com apenas a passagem do espetáculo,
afirmando marcas e textos;
- Ensaios para entrar em temporada, onde houve a substituição de dois
atores, havendo necessidade de maior número de ensaios.
“TODOMUNDO”
- Ensaios para espetáculos vendidos, porém com substituição de alguns atores
no elenco, o que necessitou de mais ensaios
4- Apresentações dos espetáculos da Cia Teatral Nosconosco
“As Artimanhas de Molière”
- 06/08 - Lona Cultural - Anchieta- RJ
- 12/08 – Lona Cultural - Bangú - RJ
“TODOMUNDO”
- 16/08 - Valença - RJ
- 25/10 - Teatro Cap UERJ
- 05/11 - Projeto Paixão de Ler - Central do Brasil
5- Avaliação das oficinas
A proposta de trabalho do ano de 2003 foi colocada no início do ano e
discutida por atores e diretores. O trabalho seria uma continuação do estudo
do movimento que se iniciou no 2o semestre do ano de 2002, onde tivemos a
utilização de textos e a experimentação de exercícios sobre os movimentos
corporais.
Diante da proposta, pudemos estabelecer o objetivo das oficinas. Nestas
nós atores, trabalhamos com a descoberta da enorme possibilidade de
movimentos que nosso corpo pode nos proporcionar. Trabalhamos com o corpo
relação ao tempo, ao espaço, aos objetos, com os quais nos relacionamos e
também com outros corpos.
Foi um trabalho diferente pois a influência de elementos externos foi
pequena, em relação à trabalhos anteriores. O mais importante foi buscar a
essência dos movimentos corporais de cada um dos atores. Nossos limites,
nossa disposição corporal e mental, foram postos à prova, sendo que a cada
dia de trabalho obtivemos elementos positivos que permitiram a continuidade
das oficinas.
Enfim, mais do que reconhecer movimentos, foi um trabalho de superação
de medos e pudores, respeitando os seus limites e os dos outros, descobrindo
a cada dia de oficina um novo movimento, criado por nós mesmos.
Relatório Individual sobre o projeto CARAVANSARAI no ano de 2003.
Por Ludymilla Bernardo Penna
Meu trabalho na oficina teatral da Nosconosco se deu de três formas:
1. Oficina teatral (Prof. Roberto Dória e Profª. Maricélia Bispo)
2. Oficina de canto e preparação vocal ( Profª. Ilana Linhares)
3. Oficina de flauta doce ( Profª. Ilana Linhares)
• Ensaios para as substituições nos espetáculos “As Artimanhas de Moliére” e “A Folia de Todo Mundo”
1. Sobre a oficina teatral
Os encontros desta oficina se deram duas vezes por semana (segundas e quartas) e tiveram aproximadamente quatro horas de duração.
O objetivo dos exercícios propostos inicialmente foi o de “alinhavar” os atores quanto a sua prontidão, capacidade de equilíbrio, de domínio de espaço e de precisão.
Depois de realizado esse período de adaptação e aproximação técnica (que se deu “na medida do possível” levando em conta a experiência diferenciada dos atores) o que se buscou foi a descoberta de novos usos para objetos do cotidiano. Tais objetos foram escolhidos pelos próprios atores e mais tarde trocados entre eles para então serem abandonados ( ou não). Houve por parte dos pesquisadores uma preocupação no registro desses movimentos na memória dos atores e dessa dificuldade surgiu a idéia da criação de histórias montadas com seqüências de movimentos.
Uma dificuldade encontrada foi a inserção de texto e sons nos movimentos já construídos. Tal dificuldade vem sendo solucionada com o auxílio da “Dança das Articulações”: atividade que nos acompanhou dês do início do trabalho na oficina e tem possibilitado a descoberta e a construção de uma linguagem corporal própria.
2. Sobre a oficina de canto e preparação vocal
Os encontros dessa oficina se deram uma vez por semana (as quartas) e tiveram aproximadamente uma hora e meia de duração.
O objetivo dos exercícios propostos foi o de “regular” as vozes, ou seja, buscar uma afinação, volume e timbre adequados a realização de espetáculos teatrais.
Uma outra preocupação foi a busca por uma união entre o trabalho desenvolvido na oficina teatral e o trabalho a ser desenvolvido nesta oficina. Tal união se deu ao inserirmos as movimentações com os objetos ao canto das músicas.
3. Oficina de flauta doce
Os encontros dessa oficina se deram uma vez por semana (as quartas) e tiveram aproximadamente quarenta minutos de duração.
A oficina de flauta doce tem como objetivo fornecer ao ator o aprendizado de um instrumento além de possibilitar a leitura de partituras (ritmo e notas) e a descoberta de embocaduras q facilitam o próprio canto.
Neste ano de trabalho em especial os flautistas buscaram aumentar o alcance de notas agudas, objetivo alcançado com êxito.
Outra preocupação foi quanto a interpretação das músicas a partir da variação de intensidade e velocidade.
• Ensaios para as substituições nos espetáculos “As Artimanhas de Moliére” e “A Folia de Todomundo”:
Os trabalhos na construção do espetáculo KARAVANSARAI foram interrompidos no meio do ano para a substituição de alguns personagens. Essa substituição deu aos novos atores
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