quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Raquel Mattar/2004

O processo de construção do Caravançarai foi muito diferente dos outros espetáculos que participei, visto que partimos de uma relação com o objeto para a construção do personagem, por tanto foi de uma forma espontânea e no início muito estimulante, já que tudo era novidade.
No primeiro ano(2003) construímos os personagens por meio da dança da articulação, dança esta que era muito cansativa mas também recompensante, o professor Roberto nos conduzia de forma que aquecíamos todas as partes do corpo de forma igual além de buscarmos em alguns momentos nos relacionarmos com os outros atores e com os objetos escolhidos.
Ao longo deste ano trabalhei com dois objetos: o objeto disco e o objeto filó, e devido ao maior trabalho com o objeto filó, meu pássaro veio através dele, também como em todo processo houveram momentos de cansaço e de desânimo, mas creio que conseguimos passar por está “crise”. Durante o processo de formação do meu pássaro tive dificuldades em falar como o pássaro pois minha voz saia da garganta e não da forma do meu corpo, agora está um pouco melhor mas sinto que poderia melhorar.
No ano de 2004 demos oficialmente início a montagem do espetáculo. Já na primeira unidade tivemos dificuldade pois fazia parte um coro formado por 3 atrizes e eu. O problema do coro não foi solucionado e até agora temos complicações.
Quanto a montagem das unidades só dos pássaros houve um melhor resultado, principalmente quando partíamos da dança das articulações, que tornaram o trabalho mais demorado já que despendia de um tempo maior só para concentração. A cena, no entanto, parecia mais agradável e em alguns casos menos cansativas.
Ainda em 2004 trabalhei com o objeto disco, visto que o meu pássaro do objeto filó deixou de existir em certa parte do texto, porém ainda não está claro para nós se ele realmente existirá ou se eu irei para os instrumento e voltaria no final.
Posso então concluir que a construção do Caravançarai foi repleta de altos e baixos e que aprendemos muito, desde ter paciência para que as coisas aconteçam no momento certo até ter pensamento positivo se iria ou não dar certo. Como a empolgação era tanta que queríamos respostas na hora e em vários momento desacreditamos que fossemos conseguir terminar e que fizesse sentido.

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