21/janeiro/2010
Combinamos de nos encontrar às 13h, mas o funcionário que abre o teatro estava marcado para as 14h. Então, enquanto esperávamos, o grupo ensaiou a música “Carta à República” e “Imagine” com o som portátil.
Quando conseguimos entrar no teatro o ensaio começou a partir do momento do “Eu sei, mas não devia”. “Cálice” teve algumas pequenas alterações. Após chegar até a última unidade o grupo esperou o Antônio para passar a peça direto. Ele não conseguiu chegar mais cedo porque ficou preso no local de trabalho, não conseguiu sair mais cedo.
A marcação de “Coração civil mudou”. Agora todos os atores ficam no palco para cantar e só depois quem está do próximo quadro vão para as coxias.
Depois de passar a peça toda a Célia conversou alguns detalhes com os atores. A forma da Raquel em brincando com a palavra liberdade precisa ser mudada e talvez o adereço que o Antônio usa no momento das noivas mude.
O Roberto chegou para montar a luz. Enquanto ele montava, com os técnicos do teatro, os atores se dividiram em dois grupos. Um foi lixar e pintar os bancos e os cabideiros de preto. O outro grupo ficou dentro do teatro para ajudar a montar o cenário e se fosse preciso ajudar na montagem de luz. Os programas que vão ser entregues para o público chegou hoje, o grupo aprovou; dobramos quase todos, ficou faltando dobrar uns cem. Trabalho para amanhã cedo.
Para o cenário nós amarramos tiras de um tecido longo e leve que a Célia trouxe. Primeiro eles ficariam dispostos soltos, como um varal. Depois foi testado que se torcesse os panos de maneira irregular entre eles, poderia funcionar melhor. Experimentamos, deu certo; dependendo da luz que incide parecem taças e às vezes ampulhetas.
Depois de pintar os bancos e ajudar no cenário os atores testaram a maquiagem. A aplicação do pancake foi um problema à parte. Os atores da Nosconosco ajudaram, mas foi a Raquel que descobriu que esse pancake em especial (muito barato, pois a grana era curta) se espalha melhor pelo rosto dando batidinhas, ao invés de se espalhar com a esponja.
Quando terminavam suas maquiagens os atores mostravam para Diretora que pedia alguma mudança, ou aprovava. Em geral as idéias desenvolvidas durante a oficina funcionaram.
Amanhã o grupo chega às 10h. Vão ensaiar com a luz e a maquiagem. E às 19h o espetáculo começa.
MERDA!MERDA!MERDA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
FRAGMENTOS DE UM DIÁRIO DE BORDO DA MONTAGEM “LIBERDADE!?” 7
19/janeiro/2010
Começamos a limpar a partir de “Velha roupa colorida.”
A movimentação foi coreografada, separada em setores.
Enquanto o grupo ensaiava faltou luz três vezes. O grupo seguiu sem música para evitar que o som estourasse com algum pico de luz.
Para podermos marcar melhor, o Lucas foi buscar na sala do Procenium um som portátil. Seguimos então ensaiando com música, mas ainda sem ar.
Alguns detalhes da marcação de “Dizem que sou louco” foram mudados e de “Eu sei, mas não devia”, também.
Depois do dia de ensaio a Diretora agradeceu aos atores que persistiram mesmo sem ar, com música baixa e com todas as adversidades.
Começamos a limpar a partir de “Velha roupa colorida.”
A movimentação foi coreografada, separada em setores.
Enquanto o grupo ensaiava faltou luz três vezes. O grupo seguiu sem música para evitar que o som estourasse com algum pico de luz.
Para podermos marcar melhor, o Lucas foi buscar na sala do Procenium um som portátil. Seguimos então ensaiando com música, mas ainda sem ar.
Alguns detalhes da marcação de “Dizem que sou louco” foram mudados e de “Eu sei, mas não devia”, também.
Depois do dia de ensaio a Diretora agradeceu aos atores que persistiram mesmo sem ar, com música baixa e com todas as adversidades.
FRAGMENTOS DE UM DIÁRIO DE BORDO DA MONTAGEM “LIBERDADE!?” 6
18/janeiro/2010
Hoje chegaram os cartazes e os convites. Cada um pegou alguns para distribuir e divulgar. A apresentação é essa sexta-feira e ainda temos alguns pontos para limpar. No dia seguinte alguns vão à cidade comprar o que falta e todos irão percorrer a UERJ e entregar cartazes e convites. Ator rala!
Começamos a passar diretos às 18:42. A Célia fez anotações e fez alguns comentários, mas a montagem seguiu sem interrupções. Terminamos de passar exatamente às 19:42, ou seja a peça tem uma hora de duração.A diretora passou suas observações para os atores. Saulo vai trocar de objeto na música “Velha roupa colorida” porque a gravata que ele está usando não está funcionando. O leque da Aline quebrou durante o ensaio, foi providenciado outro.
Vamos passar de “Como nossos pais” em diante, que é onde estão concentrados os erros. Repetimos algumas vezes essa música até ajustar as posições e onde cada ator ficaria. Passamos com música e sem música.
Também passamos “Velha roupa colorida” mais de uma vez, com e sem música. O tempo do teatro acabou e amanhã vamos voltar a partir dessa unidade. Vamos repassar essa música amanhã marcando o lugar e a ocupação de espaço de cada um.
Quarta-feira é feriado e não vamos nos encontrar. Porém, quinta o encontro foi marcado para 13h. O grupo vai começar a ensaiar e enquanto a luz estiver sendo marcada vamos fazer ajustes de acessórios e cenário.
Hoje chegaram os cartazes e os convites. Cada um pegou alguns para distribuir e divulgar. A apresentação é essa sexta-feira e ainda temos alguns pontos para limpar. No dia seguinte alguns vão à cidade comprar o que falta e todos irão percorrer a UERJ e entregar cartazes e convites. Ator rala!
Começamos a passar diretos às 18:42. A Célia fez anotações e fez alguns comentários, mas a montagem seguiu sem interrupções. Terminamos de passar exatamente às 19:42, ou seja a peça tem uma hora de duração.A diretora passou suas observações para os atores. Saulo vai trocar de objeto na música “Velha roupa colorida” porque a gravata que ele está usando não está funcionando. O leque da Aline quebrou durante o ensaio, foi providenciado outro.
Vamos passar de “Como nossos pais” em diante, que é onde estão concentrados os erros. Repetimos algumas vezes essa música até ajustar as posições e onde cada ator ficaria. Passamos com música e sem música.
Também passamos “Velha roupa colorida” mais de uma vez, com e sem música. O tempo do teatro acabou e amanhã vamos voltar a partir dessa unidade. Vamos repassar essa música amanhã marcando o lugar e a ocupação de espaço de cada um.
Quarta-feira é feriado e não vamos nos encontrar. Porém, quinta o encontro foi marcado para 13h. O grupo vai começar a ensaiar e enquanto a luz estiver sendo marcada vamos fazer ajustes de acessórios e cenário.
FRAGMENTOS DE UM DIÁRIO DE BORDO DA MONTAGEM “LIBERDADE!?” 5
12/janeiro/2010
A Raquel B. deixou o grupo, alegou motivos pessoais A montagem agora conta com 10 atores. È barra, estamos no laço, teremos que correr contra o tempo. Mas....tudo bem, vamos em frente,rever distribuição de textos e marcações.Algumas marcações foram mudados como o próprio início que ao invés de ter parte do elenco saindo das coxias começa com todos em cena. A peça não terá cortina. Quando a sala for aberta os atores já estarão presentes, posicionados no palco.
Devido às saídas de atores no meio da montagem falas que foram decididas no início foram redistribuídas e algumas poucas suprimidas do texto.
Hoje algumas inversões foram feitas. Os textos do Pedro (Ator), da Pauline (Amo a música) e do Saulo (Agora sou uma estrela) foram colocados entre a música “Eu quero um casa no campo” e “Imagine”. Esperamos que funcione melhor no todo.
No momento de “Imagine” ajustar em que momento e ritmo o Rômulo e a Fernanda deveriam falar deu um pouco de trabalho. Outra dificuldade que tivemos hoje foi o momento de entrada das músicas, que não estavam sincronizadas em cima da deixa. Problemas de operação de som.
A peça foi ensaiada do ponto que começamos até a unidade final, fazendo os ajustes e marcando os atores e suas ações. Depois disso começamos a passar a peça desde o início. Seria sem interrupções, mas Célia preferiu repetir alguns momentos. Não foi possível chegar até o fim já que o horário dos técnicos do teatro vai até 21h.
Reunimos-nos nas escadas do prédio dos alunos para resolver alguns detalhes como maquiagem e camisa. A Pauline ficou de pegar o dinheiro na segunda-feira para comprar a maquiagem a as camisas.
Além disso, a Célia também conversou com o grupo para incentivar todo mundo, já estamos próximos da apresentação vamos precisar de muito gás essa semana.
A Raquel B. deixou o grupo, alegou motivos pessoais A montagem agora conta com 10 atores. È barra, estamos no laço, teremos que correr contra o tempo. Mas....tudo bem, vamos em frente,rever distribuição de textos e marcações.Algumas marcações foram mudados como o próprio início que ao invés de ter parte do elenco saindo das coxias começa com todos em cena. A peça não terá cortina. Quando a sala for aberta os atores já estarão presentes, posicionados no palco.
Devido às saídas de atores no meio da montagem falas que foram decididas no início foram redistribuídas e algumas poucas suprimidas do texto.
Hoje algumas inversões foram feitas. Os textos do Pedro (Ator), da Pauline (Amo a música) e do Saulo (Agora sou uma estrela) foram colocados entre a música “Eu quero um casa no campo” e “Imagine”. Esperamos que funcione melhor no todo.
No momento de “Imagine” ajustar em que momento e ritmo o Rômulo e a Fernanda deveriam falar deu um pouco de trabalho. Outra dificuldade que tivemos hoje foi o momento de entrada das músicas, que não estavam sincronizadas em cima da deixa. Problemas de operação de som.
A peça foi ensaiada do ponto que começamos até a unidade final, fazendo os ajustes e marcando os atores e suas ações. Depois disso começamos a passar a peça desde o início. Seria sem interrupções, mas Célia preferiu repetir alguns momentos. Não foi possível chegar até o fim já que o horário dos técnicos do teatro vai até 21h.
Reunimos-nos nas escadas do prédio dos alunos para resolver alguns detalhes como maquiagem e camisa. A Pauline ficou de pegar o dinheiro na segunda-feira para comprar a maquiagem a as camisas.
Além disso, a Célia também conversou com o grupo para incentivar todo mundo, já estamos próximos da apresentação vamos precisar de muito gás essa semana.
FRAGMENTOS DE UM DIÁRIO DE BORDO DA MONTAGEM “LIBERDADE!?” 4
30/novembro/2009
As apresentações foram marcadas no Teatro Noel Rosa para 22 de janeiro, nos dias 11, 12, 18,19 e 21 estaremos ensaiando no teatro; remarcando espaço, montando luz com o Roberto, trabalhando o canto com a Ilana, pintando bancos e cabides, pendurando panos e ensaiando...ensaiando...ensaiando. É exaustiva-mente prazeroso. Não fazem mais parte do grupo: Thiago, Nádia e Aline A. No encontro de hoje Antônio não esteve presente porque estava afônico. Foi feita a marcação de “Eu sei mais não devia”. Cada fala é junto com a movimentação do ator em uma determinada direção. A última sílaba da fala deve fechar com o último passo. Marcação cansativa, que muda a cada momento.
Ao som de Rosa de Hiroshima todos se voltam durante a introdução para cantar parados juntos à música. Ao fim da música se abaixam. Os atores se levantam com suas falas. A ordem das falas foi mexida até encontrar uma maneira que funcionariam melhor.
Em reunião final a Célia chamou a atenção de que as falas precisavam estar orgânicas, que muitos ainda não as tinham. O nome foi fechado em “Liberdade !?” e foi decidido que o discurso de “o grande ditador”seria dividido.
As apresentações foram marcadas no Teatro Noel Rosa para 22 de janeiro, nos dias 11, 12, 18,19 e 21 estaremos ensaiando no teatro; remarcando espaço, montando luz com o Roberto, trabalhando o canto com a Ilana, pintando bancos e cabides, pendurando panos e ensaiando...ensaiando...ensaiando. É exaustiva-mente prazeroso. Não fazem mais parte do grupo: Thiago, Nádia e Aline A. No encontro de hoje Antônio não esteve presente porque estava afônico. Foi feita a marcação de “Eu sei mais não devia”. Cada fala é junto com a movimentação do ator em uma determinada direção. A última sílaba da fala deve fechar com o último passo. Marcação cansativa, que muda a cada momento.
Ao som de Rosa de Hiroshima todos se voltam durante a introdução para cantar parados juntos à música. Ao fim da música se abaixam. Os atores se levantam com suas falas. A ordem das falas foi mexida até encontrar uma maneira que funcionariam melhor.
Em reunião final a Célia chamou a atenção de que as falas precisavam estar orgânicas, que muitos ainda não as tinham. O nome foi fechado em “Liberdade !?” e foi decidido que o discurso de “o grande ditador”seria dividido.
FRAGMENTOS DE UM DIÁRIO DE BORDO DA MONTAGEM “LIBERDADE!?” 3
05/outubro/2009
O Thiago voltou para o grupo, ele havia saído por conta do horário do trabalho, todos ouviram as colocações dele e concordaram que voltasse a participar, por conta disso a marcação vai precisar ser refeita. A Raquel B não estava presente nesse dia, então por enquanto o Thiago fez suas falas. A marcação foi feita desde o início, com música, durante a música “Vai Passar” todos os atores fazem um carnaval em cena, andam, se divertem, sambam. Eles ainda não tinham a letra da música decorada, o que precisa ser feito logo.
A música “Tatuagem” também foi marcada. Inicialmente seria feita por Pedro e Luana, mas a Luana parecia estar tímida. A Fernanda conseguiu um efeito mais próximo do que a cena exigia, ficamos de resolver no próximo encontro.
Após as falas de Rômulo e Vitor todos os atores criam formas para fotografias ao som da música “Como os nossos pais”. Nesse momento eles não cantam.
Ao final Aline tem sua fala enquanto os outros buscam adereços de cabaré e se posicionam ao fundo do palco para a próxima música “Velha Roupa Colorida.” Marcamos até a décima primeira unidade.
*****Seguiram uma série de feriados e posteriormente eu (Renata) que escrevo o diário de bordo tive um torção no pé e fiquei três semanas afastada. Perdemos também. Lindinete, Thiago, Nádia e Aline A. se afastaram do grupo por questões variadas: problemas de violência urbana, não podendo por conta disso, chegar tarde em casa; por problemas de ordem pessoal, por faltarem aos ensaios extras, Enfim, continuamos os ensaios, ensaiamos outros dias para compensar os feriados.
O diário sofre uma interrupção, vamos precisar redistribuir textos, remarcar cena. Uma pena....mas é nossa realidade, nosso ofício. *****
O Thiago voltou para o grupo, ele havia saído por conta do horário do trabalho, todos ouviram as colocações dele e concordaram que voltasse a participar, por conta disso a marcação vai precisar ser refeita. A Raquel B não estava presente nesse dia, então por enquanto o Thiago fez suas falas. A marcação foi feita desde o início, com música, durante a música “Vai Passar” todos os atores fazem um carnaval em cena, andam, se divertem, sambam. Eles ainda não tinham a letra da música decorada, o que precisa ser feito logo.
A música “Tatuagem” também foi marcada. Inicialmente seria feita por Pedro e Luana, mas a Luana parecia estar tímida. A Fernanda conseguiu um efeito mais próximo do que a cena exigia, ficamos de resolver no próximo encontro.
Após as falas de Rômulo e Vitor todos os atores criam formas para fotografias ao som da música “Como os nossos pais”. Nesse momento eles não cantam.
Ao final Aline tem sua fala enquanto os outros buscam adereços de cabaré e se posicionam ao fundo do palco para a próxima música “Velha Roupa Colorida.” Marcamos até a décima primeira unidade.
*****Seguiram uma série de feriados e posteriormente eu (Renata) que escrevo o diário de bordo tive um torção no pé e fiquei três semanas afastada. Perdemos também. Lindinete, Thiago, Nádia e Aline A. se afastaram do grupo por questões variadas: problemas de violência urbana, não podendo por conta disso, chegar tarde em casa; por problemas de ordem pessoal, por faltarem aos ensaios extras, Enfim, continuamos os ensaios, ensaiamos outros dias para compensar os feriados.
O diário sofre uma interrupção, vamos precisar redistribuir textos, remarcar cena. Uma pena....mas é nossa realidade, nosso ofício. *****
FRAGMENTOS DE UM DIÁRIO DE BORDO DA MONTAGEM “LIBERDADE!?” 2
28/setembro/2009
O ensaio começou com atraso. Não houve aquecimento, e a marcação continuou de onde havia parado. Além disso, o encontro foi feito sem som, pois o aparelho estava trancado e o Régis que fazia o som não estava presente.
Em um determinado acorde na música ‘”Lágrimas do Sul” todos que estão ao fundo levantam um tecido branco sobre as cabeças e as falas de Saulo e Aline Gaúcha começam. Eles não conseguiam lembrar o texto, estavam pouco concentrados.
A unidade quatro não foi marcada, pela falta de música. Para próxima cena são posicionados seis bancos no palco. Os atores Pedro, Vitor, Fernanda, Raquel B, Aline e Antônio ficam sobre os bancos como estátuas com símbolos relacionados às suas frases. Aqueles que não estão em bancos ficam sentados a beira do palco e são responsáveis pelas falas dos Diretos Humanos.
Após essa cena os bancos são guardados nas coxias. A música que segue é “Coração Civil” em que Nádia e Antônio se posicionam ao centro do palco para suas próximas falas e todos os outros de sentam nas escadas da platéia.
Nádia e Antônio fazem suas falas sobre o casamento, também falas foram esquecidas. A unidade oito também não foi marcada por falta de música. Fomos até a décima unidade.
Na reunião final o grupo debateu a questão do nome mais uma vez e provisoriamente o nome ficou “Liberdade”. Pontuou também a falta da ausência do Régis como um dificultador para o andamento dos trabalhos, bem como o fato de o texto não estar orgânico nos atores.
O ensaio começou com atraso. Não houve aquecimento, e a marcação continuou de onde havia parado. Além disso, o encontro foi feito sem som, pois o aparelho estava trancado e o Régis que fazia o som não estava presente.
Em um determinado acorde na música ‘”Lágrimas do Sul” todos que estão ao fundo levantam um tecido branco sobre as cabeças e as falas de Saulo e Aline Gaúcha começam. Eles não conseguiam lembrar o texto, estavam pouco concentrados.
A unidade quatro não foi marcada, pela falta de música. Para próxima cena são posicionados seis bancos no palco. Os atores Pedro, Vitor, Fernanda, Raquel B, Aline e Antônio ficam sobre os bancos como estátuas com símbolos relacionados às suas frases. Aqueles que não estão em bancos ficam sentados a beira do palco e são responsáveis pelas falas dos Diretos Humanos.
Após essa cena os bancos são guardados nas coxias. A música que segue é “Coração Civil” em que Nádia e Antônio se posicionam ao centro do palco para suas próximas falas e todos os outros de sentam nas escadas da platéia.
Nádia e Antônio fazem suas falas sobre o casamento, também falas foram esquecidas. A unidade oito também não foi marcada por falta de música. Fomos até a décima unidade.
Na reunião final o grupo debateu a questão do nome mais uma vez e provisoriamente o nome ficou “Liberdade”. Pontuou também a falta da ausência do Régis como um dificultador para o andamento dos trabalhos, bem como o fato de o texto não estar orgânico nos atores.
FRAGMENTOS DE UM DIÁRIO DE BORDO DA MONTAGEM “LIBERDADE!?” 1
21/setembro/2009
No encontro anterior as falas foram divididas. Fazem parte do elenco Rômulo, Raquel Barcelos, Antônio, Luana, Pedro, Fernanda, Raquel Bispo, Pauline, Aline, Aline Gaúcha, Saulo, Nádia e Victor. São treze atores na montagem, não existem personagens fixos. Existem falas, atitudes, músicas em torno do tema liberdade. È uma colagem de textos e músicas.
A montagem ainda não tem um nome definido, Antônio deu a sugestão “Liberdade e seus duplos”, mas o grupo ainda vai pensar sobre o assunto. A montagem começou a ser marcada logo após um aquecimento, do qual também participaram Renata e Lindinete não atuaremos no elenco, mas seremos responsáveis pelo diário de bordo, acompanharemos o grupo e participaremos da produção.
O texto foi dividido em 21 unidades, hoje foram trabalhadas as duas primeiras. A cena começa com cinco atores sentados em bancos de costas para platéia e os outros estão nas coxias aguardando o momento de entrar È trabalhado a postura, a voz e o deslocamento para dentro da cena. Na marcação de “Brincando com a palavra liberdade” todos deram suas sugestões que foram trabalhadas ou modificadas por Célia. Foram criados movimentos de cunho planfetário, de luta, alívio e celebração.
No momento seguinte todos, exceto Pauline, descem do palco ao som “Para não dizer que não falei de flores” cantando alguns trechos, Pauline se posiciona ao centro do palco para sua próxima fala, começa deitada e diz seu texto enquanto levanta, seu tom da voz varia e vai ser trabalhado ao longo dos ensaios mais detalhadamente
A próxima música é “Lágrimas do sul”, quando os bancos são retirados de cena, Saulo e Aline D se posicionam na coxia para a unidade de “O Negro e a Branca”.
Depois marcarem até essa parte o grupo se reuniu para conversar ,Célia definiu algumas datas. Até o fim de novembro tudo vai estar marcado, em dezembro os errinhos vão ser limpos e depois vai ser a fase de passar todo o texto direto exaustivamente.
No encontro anterior as falas foram divididas. Fazem parte do elenco Rômulo, Raquel Barcelos, Antônio, Luana, Pedro, Fernanda, Raquel Bispo, Pauline, Aline, Aline Gaúcha, Saulo, Nádia e Victor. São treze atores na montagem, não existem personagens fixos. Existem falas, atitudes, músicas em torno do tema liberdade. È uma colagem de textos e músicas.
A montagem ainda não tem um nome definido, Antônio deu a sugestão “Liberdade e seus duplos”, mas o grupo ainda vai pensar sobre o assunto. A montagem começou a ser marcada logo após um aquecimento, do qual também participaram Renata e Lindinete não atuaremos no elenco, mas seremos responsáveis pelo diário de bordo, acompanharemos o grupo e participaremos da produção.
O texto foi dividido em 21 unidades, hoje foram trabalhadas as duas primeiras. A cena começa com cinco atores sentados em bancos de costas para platéia e os outros estão nas coxias aguardando o momento de entrar È trabalhado a postura, a voz e o deslocamento para dentro da cena. Na marcação de “Brincando com a palavra liberdade” todos deram suas sugestões que foram trabalhadas ou modificadas por Célia. Foram criados movimentos de cunho planfetário, de luta, alívio e celebração.
No momento seguinte todos, exceto Pauline, descem do palco ao som “Para não dizer que não falei de flores” cantando alguns trechos, Pauline se posiciona ao centro do palco para sua próxima fala, começa deitada e diz seu texto enquanto levanta, seu tom da voz varia e vai ser trabalhado ao longo dos ensaios mais detalhadamente
A próxima música é “Lágrimas do sul”, quando os bancos são retirados de cena, Saulo e Aline D se posicionam na coxia para a unidade de “O Negro e a Branca”.
Depois marcarem até essa parte o grupo se reuniu para conversar ,Célia definiu algumas datas. Até o fim de novembro tudo vai estar marcado, em dezembro os errinhos vão ser limpos e depois vai ser a fase de passar todo o texto direto exaustivamente.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Ludo Lopes / 2010
Nas primeiras etapas da oficina de Máscara expressiva, confesso não consegui enxergar uma possibilidade de sucesso no processo. Foi decidido queutilizaríamos bexigas como molde para as máscaras e, como as bexigas eram muito pequenas e compridas, me causou certo incômodo quanto ao formato da máscara.
Os primeiros momentos do processo das oficinas de máscaras sempre me pareceram como um pesadelo, embora eu tenha habilidades manuais para a confecção das mesmas; não tenho paciência para recortar papel em pequenos quadrados(quanto menos, melhor).
Depois, vem a parte de colar tais quadradinhos de papel sobre a bexiga, outro suplício, são várias camadas de papel colado que parecem nunca chegar ao fim. Nessa época, a disformidade e a falta de cor das máscaras me faziam duvidar de que tal processo iria dar em alguma coisa.
Quando começamos a pintar as máscaras, decidi por criar um personagem negro, daí surgiu a idéia de moldar e pintar um integrante de uma tribo aborígene australiana.Enquanto a máscara estava pintada de preto, não tinha expressividade alguma, mas já não mais parecia uma máscara disforme: começava a sinalizar um propósito, porém isso só ficou bem marcado quando pintei os grandes olhos, a boca vermelha e as pinturas características daqueles povos. Após colar o cabelo (um naco de palha de aço), a máscara me parecia bem mais viva e só então pude pensar em uma anamnése para ela e, pra mim, ela não poderia seguir outro caminho, qualquer que fosse.
Quando fizemos o “mercado de máscaras”, meio que a Célia juntamente conosco decidiu distribuir as máscaras, fiquei por demais induzido a pegar muito mais algumas máscaras do que outras, no entanto acabei ficando com uma das que eu menos gostaria de pegar. Isso por conta da dificuldade que eu imaginava ter quando tivesse que dar vida a ela. A máscara confeccionada pela Márcia Cazér me parecia, desde o início do processo uma das mais difíceis de capturar seu “espírito”.Senti uma dificuldade enorme em entender a máscara e liberá-la! É bem verdade que não gosto de máscaras. Sempre me sinto sufocado, tenho a impressão de que minha respiração está dando pra ser ouvida há metros de distância e, embora entenda a limitação de visão atrás da máscara, não consigo me acostumar.
Apesar de todos os contras, que partiram muito mais de mim do que de todo
o resto do processo, fiquei satisfeito. Embora tenha alguns problemas técnicos em relação ao uso da máscara, no geral acredito ter alcançado o objetivo da oficina.
Me surpreendi muito ao ver as uniões entra as máscaras em cenas criadas
pelos próprios atores. Percebi que toda a disformidade das máscaras haviam ficado pra trás e que era possível trazê-las à vida. Gostei muito de algumas cenas e fiquei surpreso com a expressão das máscaras. Senti falta de uma troca de máscaras entre os atores. Assim iríamos experimentar outras possibilidades.
A ideia de escrever sobre determinada prática teatral sempre me pareceu de certo modo
um contrasenso. O exercício do teatro para mim esteve sempre entre dois polos opostos
e ao mesmo tempo complementares: um, básico, de uma vivência física e sensorial muito
primitiva, e portanto aquém da linguagem; outro, indevassável e a que eu chamaria –
não sem certo horror e algum pudor – de transcendental, e portanto além da linguagem.
Anteriormente, diante da tarefa de ter escrever um diário de bordo acerca de uma
determinada montagem de leitura dramatizada, retive meu esforço em anotar a dinâmica
física mais evidente, limando toda a complexidade do que seria um esforço de tradução deuma percepção pessoal. Foram páginas e páginas de anotações praticamente mecânicas ecom poucos juízos de valor – ademais, desimportantes – aqui e ali situados. A experiência serviu somente para confirmar para mim que o fundamental, o que eu poderia perceber como teatro, de fato, não pode ser dito. Convidado algumas vezes, pela diretora, a retomar a atividade, sempre resisti em silêncio convicto. Não sei precisar exatamente por que, e nem diria que minha crença anterior em algum momento foi abalada, mas o início do processo de trabalho com máscaras pré expressivas e expressivas me deu certo desejo devoltar a tentar a tarefa – até prova contrária – impossível.
Na verdade, repassando mentalmente, tentando rememorar exatamente de onde vem esse
desejo de escrita, me encontro diante do desconforto inédito com uma máscara. O fato
de o processo de construção ter sido completamente novo – trabalhamos com jornal, ao
invés de utilizarmos papel machê, massa corrida, etc. como tínhamos feito com a máscaraneutra – tinha me feito sentir certo incômodo. E embora tenha deixado em alguns colegasa impressão de não ter gostado e de ter ficado insatisfeito, apenas me comportei da formacomo é comum à minha personalidade se comportar diante de novos desafios ligados ahabilidades manuais: com certa desconfiança e duvidoso das possibilidades de um resultado satisfatório. Todavia, ao fim do trabalho, fiquei surpreso em ver que fiz uma máscara que, se não se pode considerar um primor de execução técnica, era suficiente para queum trabalho fosse desenvolvido. Descobri isso compondo a sua anaminese a partir dassugestões de algumas de suas marcas físicas.
Não foi, entretanto, a máscara que fizemos que utilizamos. Na verdade, desde o
princípio sabíamos que essa seria a única opção vedada. A dinâmica do leilão de máscaraspossibilitou chances de escolha e de determinações do acaso. A que me coube foi umm isto de ambos, pois era a segunda na minha lista de preferências. Curiosamente, o que me incomodava nela era justamente a anaminese apresentada pela atriz que tinha confeccionado a máscara – remetia a uma mulher popular e absolutamente voltada para uma vivência festiva marcada pela alegria. Os tons roxos, fechados, da cor da máscara me sugeriram desde sempre algo mais sinistro. A diretora, para meu alívio, esclareceu que não necessariamente precisaríamos seguir o perfil delimitado previamente pelo autor.
O primeiro momento de contato confirmou minhas impressões iniciais: o tamanho do
rosto era absurdo, os olhos – feitos de barbante – assemelhavam-se a protuberâncias como olheiras sobrecarregadas de sono de modo antinatural. E aquela cor roxa com pintinhas cor lilás sobre as bochechas me sugeria qualquer coisa que estivesse no polo oposto do que consideramos um aspecto saudável. A simulação de cabelo verde na extremidade não chegou a me sugerir mais do que a lembrança de uma berinjela, e nem sei se levei muito isso em conta. Ao colocar a máscara, senti meu rosto se afundar como se estivesse me esforçando para banhar numa bacia sem água – boiava naquela imensidão que, pela largura do elástico, oscilava sem permitir que eu me aproximasse de sua superfície. Ao abrir os olhos e enxergar pelos dois pequenos furos – algo obstruídos pela malha utilizada para evitar o contato direto com a superfície, misto de jornal e cola – todas as vontades do mundo em mim silenciaram. A indolência que eu sentia não sabia dizer se vinha da máscara ou do modo como eu a percebera no contato visual e tátil com ela. Sei que era preciso abrir pouco os olhos, perceber o incômodo da luz que infiltrava a máscara,
ouvir a respiração aparentemente amplificada e só. Como se tudo que se quisesse dizer
fosse estou aqui em meu canto. Esse é meu canto. E só.
Talvez pela necessidade de obrigação do exercício, tentei explorar o espaço. Ficar em
pé, contudo, revelou-se impossível. Movimentar diversas partes do corpo ao mesmo
tempo não fazia sentido dentro da cadeia de sensações enredadas, de modo que fui
levado a proceder em partes: firmar apoio de um braço, outro, apoio de um pé, outro.
Fazer impulso. Não havia impulso, não o suficiente. E talvez aqui esteja o problema
fundamental de como escrever sobre teatro: o uso do corpo ao mesmo tempo em que é o
foco do trabalho – logo, o ator deve dominar uma gama de possibilidades de repertórios de movimentos, equilíbrios, etc. – não é jamais percebido da forma cotidiana porque o corpo aparece como algo que tem vontade própria. Claro que diversas funções corporais cotidianas nos aparecem como sendo impossíveis de serem abarcadas de modo completo pela nossa vontade (as funções fisiológicas, os desempenhos motores automáticos e os automatizados, as ações que estão no limiar entre o psíquico e o físico, como a ereção, o riso, o choro, etc.), figurando alguma resistência a nossa consciência. Todavia, poucas coisas são semelhantes à experiência de que o corpo tem uma vontade própria, melhor
dizendo, que o corpo tem ânimo próprio.
Os primeiros momentos do processo das oficinas de máscaras sempre me pareceram como um pesadelo, embora eu tenha habilidades manuais para a confecção das mesmas; não tenho paciência para recortar papel em pequenos quadrados(quanto menos, melhor).
Depois, vem a parte de colar tais quadradinhos de papel sobre a bexiga, outro suplício, são várias camadas de papel colado que parecem nunca chegar ao fim. Nessa época, a disformidade e a falta de cor das máscaras me faziam duvidar de que tal processo iria dar em alguma coisa.
Quando começamos a pintar as máscaras, decidi por criar um personagem negro, daí surgiu a idéia de moldar e pintar um integrante de uma tribo aborígene australiana.Enquanto a máscara estava pintada de preto, não tinha expressividade alguma, mas já não mais parecia uma máscara disforme: começava a sinalizar um propósito, porém isso só ficou bem marcado quando pintei os grandes olhos, a boca vermelha e as pinturas características daqueles povos. Após colar o cabelo (um naco de palha de aço), a máscara me parecia bem mais viva e só então pude pensar em uma anamnése para ela e, pra mim, ela não poderia seguir outro caminho, qualquer que fosse.
Quando fizemos o “mercado de máscaras”, meio que a Célia juntamente conosco decidiu distribuir as máscaras, fiquei por demais induzido a pegar muito mais algumas máscaras do que outras, no entanto acabei ficando com uma das que eu menos gostaria de pegar. Isso por conta da dificuldade que eu imaginava ter quando tivesse que dar vida a ela. A máscara confeccionada pela Márcia Cazér me parecia, desde o início do processo uma das mais difíceis de capturar seu “espírito”.Senti uma dificuldade enorme em entender a máscara e liberá-la! É bem verdade que não gosto de máscaras. Sempre me sinto sufocado, tenho a impressão de que minha respiração está dando pra ser ouvida há metros de distância e, embora entenda a limitação de visão atrás da máscara, não consigo me acostumar.
Apesar de todos os contras, que partiram muito mais de mim do que de todo
o resto do processo, fiquei satisfeito. Embora tenha alguns problemas técnicos em relação ao uso da máscara, no geral acredito ter alcançado o objetivo da oficina.
Me surpreendi muito ao ver as uniões entra as máscaras em cenas criadas
pelos próprios atores. Percebi que toda a disformidade das máscaras haviam ficado pra trás e que era possível trazê-las à vida. Gostei muito de algumas cenas e fiquei surpreso com a expressão das máscaras. Senti falta de uma troca de máscaras entre os atores. Assim iríamos experimentar outras possibilidades.
A ideia de escrever sobre determinada prática teatral sempre me pareceu de certo modo
um contrasenso. O exercício do teatro para mim esteve sempre entre dois polos opostos
e ao mesmo tempo complementares: um, básico, de uma vivência física e sensorial muito
primitiva, e portanto aquém da linguagem; outro, indevassável e a que eu chamaria –
não sem certo horror e algum pudor – de transcendental, e portanto além da linguagem.
Anteriormente, diante da tarefa de ter escrever um diário de bordo acerca de uma
determinada montagem de leitura dramatizada, retive meu esforço em anotar a dinâmica
física mais evidente, limando toda a complexidade do que seria um esforço de tradução deuma percepção pessoal. Foram páginas e páginas de anotações praticamente mecânicas ecom poucos juízos de valor – ademais, desimportantes – aqui e ali situados. A experiência serviu somente para confirmar para mim que o fundamental, o que eu poderia perceber como teatro, de fato, não pode ser dito. Convidado algumas vezes, pela diretora, a retomar a atividade, sempre resisti em silêncio convicto. Não sei precisar exatamente por que, e nem diria que minha crença anterior em algum momento foi abalada, mas o início do processo de trabalho com máscaras pré expressivas e expressivas me deu certo desejo devoltar a tentar a tarefa – até prova contrária – impossível.
Na verdade, repassando mentalmente, tentando rememorar exatamente de onde vem esse
desejo de escrita, me encontro diante do desconforto inédito com uma máscara. O fato
de o processo de construção ter sido completamente novo – trabalhamos com jornal, ao
invés de utilizarmos papel machê, massa corrida, etc. como tínhamos feito com a máscaraneutra – tinha me feito sentir certo incômodo. E embora tenha deixado em alguns colegasa impressão de não ter gostado e de ter ficado insatisfeito, apenas me comportei da formacomo é comum à minha personalidade se comportar diante de novos desafios ligados ahabilidades manuais: com certa desconfiança e duvidoso das possibilidades de um resultado satisfatório. Todavia, ao fim do trabalho, fiquei surpreso em ver que fiz uma máscara que, se não se pode considerar um primor de execução técnica, era suficiente para queum trabalho fosse desenvolvido. Descobri isso compondo a sua anaminese a partir dassugestões de algumas de suas marcas físicas.
Não foi, entretanto, a máscara que fizemos que utilizamos. Na verdade, desde o
princípio sabíamos que essa seria a única opção vedada. A dinâmica do leilão de máscaraspossibilitou chances de escolha e de determinações do acaso. A que me coube foi umm isto de ambos, pois era a segunda na minha lista de preferências. Curiosamente, o que me incomodava nela era justamente a anaminese apresentada pela atriz que tinha confeccionado a máscara – remetia a uma mulher popular e absolutamente voltada para uma vivência festiva marcada pela alegria. Os tons roxos, fechados, da cor da máscara me sugeriram desde sempre algo mais sinistro. A diretora, para meu alívio, esclareceu que não necessariamente precisaríamos seguir o perfil delimitado previamente pelo autor.
O primeiro momento de contato confirmou minhas impressões iniciais: o tamanho do
rosto era absurdo, os olhos – feitos de barbante – assemelhavam-se a protuberâncias como olheiras sobrecarregadas de sono de modo antinatural. E aquela cor roxa com pintinhas cor lilás sobre as bochechas me sugeria qualquer coisa que estivesse no polo oposto do que consideramos um aspecto saudável. A simulação de cabelo verde na extremidade não chegou a me sugerir mais do que a lembrança de uma berinjela, e nem sei se levei muito isso em conta. Ao colocar a máscara, senti meu rosto se afundar como se estivesse me esforçando para banhar numa bacia sem água – boiava naquela imensidão que, pela largura do elástico, oscilava sem permitir que eu me aproximasse de sua superfície. Ao abrir os olhos e enxergar pelos dois pequenos furos – algo obstruídos pela malha utilizada para evitar o contato direto com a superfície, misto de jornal e cola – todas as vontades do mundo em mim silenciaram. A indolência que eu sentia não sabia dizer se vinha da máscara ou do modo como eu a percebera no contato visual e tátil com ela. Sei que era preciso abrir pouco os olhos, perceber o incômodo da luz que infiltrava a máscara,
ouvir a respiração aparentemente amplificada e só. Como se tudo que se quisesse dizer
fosse estou aqui em meu canto. Esse é meu canto. E só.
Talvez pela necessidade de obrigação do exercício, tentei explorar o espaço. Ficar em
pé, contudo, revelou-se impossível. Movimentar diversas partes do corpo ao mesmo
tempo não fazia sentido dentro da cadeia de sensações enredadas, de modo que fui
levado a proceder em partes: firmar apoio de um braço, outro, apoio de um pé, outro.
Fazer impulso. Não havia impulso, não o suficiente. E talvez aqui esteja o problema
fundamental de como escrever sobre teatro: o uso do corpo ao mesmo tempo em que é o
foco do trabalho – logo, o ator deve dominar uma gama de possibilidades de repertórios de movimentos, equilíbrios, etc. – não é jamais percebido da forma cotidiana porque o corpo aparece como algo que tem vontade própria. Claro que diversas funções corporais cotidianas nos aparecem como sendo impossíveis de serem abarcadas de modo completo pela nossa vontade (as funções fisiológicas, os desempenhos motores automáticos e os automatizados, as ações que estão no limiar entre o psíquico e o físico, como a ereção, o riso, o choro, etc.), figurando alguma resistência a nossa consciência. Todavia, poucas coisas são semelhantes à experiência de que o corpo tem uma vontade própria, melhor
dizendo, que o corpo tem ânimo próprio.
Angeli Marques / 2003 - 2004
O processo de construção de KARAVANÇARAI foi iniciado no início do ano de 2003 e terá como resultado a apresentação do espetáculo em dezembro de 2004.
A palavra chave dessa montagem é o movimento. O movimento do corpo em relação a outro corpo, em relação ao espaço, em relação a diferentes objetos e aos outros corpos presentes, estejam eles parados ou também em movimento. O tempo todo o movimento do corpo conduziu o processo. Primeiro através do simples andar pela sala solto, sem pensar em nada, apenas respirando e conhecendo o ritmo do seu caminhar do seu respirar tentando encontrar um ponto de encontro entre eles. Depois experimentando diferentes formas de andar, deslocando o equilíbrio do nosso corpo, impondo à ele algumas dificuldades de se locomover. O andar dos bichos também foi uma forma de analisar as diferentes formas que o nosso corpo poderia imprimir. Utilizamos os planos, alto, médio e baixo, tudo o que pudesse ser interessante para observar o que o nosso próprio corpo pode fazer e também as suas limitações. A dança das articulações foi uma forma bem interessante de começar a mexer o corpo bem devagar deste os dedinhos do pé até enlouquecer com a dança movimentando o corpo inteiro.
Numa segunda etapa, introduzimos os objetos em nossas experimentações. Coisas simples: alguns panos, um filó, uma esponja, uma pena, saias, enfim. Então agora deveríamos observar que tipo de movimento nosso corpo poderia fazer com a presença desse objeto. No meu caso foi um pouco difícil. Meu objeto era a esponja e por ser rígida, por não ser muito maleável, essa descoberta tornou-se complicada, mas não impossível. Acho que não tive êxito na escolha do objeto, mas foi interessante perceber justamente a dificuldade.
Ainda com os objetos, nos foi proposto um caminhar com eles, uma viagem onde deveríamos imaginar um caminho a seguir, traçar um objetivo e ir até ele se movimentando com o meu objeto. Foi bastante interessante fazer e ver as formas de andar, de se locomover, já que agora não era apenas o meu corpo. Havia um objeto que provocava algumas limitações e ao mesmo tempo me apresentava novas possibilidades de locomoção. Tudo o que havia sido feito antes, todo o nosso estudo dos movimentos do corpo, pôde ser perfeitamente empregado neste exercício.Conhecendo bem os movimentos do nosso corpo e também os movimentos do objeto que estávamos utilizando, deixamos o objeto de lado e a proposta era agora ser o objeto. Foi realmente a mais difícil das etapas. Realizar os movimentos que a minha esponja realizava foi bem complicado. Depois dessas etapas iniciais, de conhecimento do corpo e dos objetos, foram apresentados novos objetos e dessa vez escolhi um pano de organza preto, que apresentava características exatamente opostas à esponja anterior. Foi bem mais fácil realizar movimentos com ele e sendo ele também. Ficamos bastante tempo experimentando movimentos, formas de se locomover, nos relacionando com os outros corpos em movimento e com os objetos usados por eles.
Até então, eu não tinha certeza do que seria o resultado desse processo nem de que forma seria utilizado tudo o que experimentamos e observamos, e confesso que não via como encaixar esses exercícios a algum espetáculo.
Quando conhecemos a história do espetáculo, achei meio estranho, inovador é verdade, mas estranho. Mesmo assim me propus a tentar e a me esforçar para fazer o trabalho dar certo. Imaginar ser um pássaro, se movimentar como ele e encontrar o som desse pássaro, tudo isso sem ser caricato, é bem difícil. Foi um processo árduo construir o meu pássaro e depois falar como ele falaria.
Passei por uma época de desilusão em que a dificuldade de encontrar algo que fosse realmente bom, que funcionasse na cena, culminou com a incerteza do bom desfecho do trabalho. Não digo nem pela aceitação do público, mas por satisfação pessoal. Nessa fase, a música tornou-se importante, no espetáculo, para mim, pois ela eu tinha a certeza de estar dando certo.
Ao longo do espetáculo, os pássaros passam por diversos caminhos e eu experimentei alterar um pouco os meus movimentos e a voz e o som do meu pássaro. Foi prazeroso e significativo estabelecer algumas mudanças para que eu mesma sentisse as diferentes sensações do meu pássaro.
Ser coro neste também não é tão simples. É preciso impor uma voz, um tom que muitas vezes não agrada e por isso desestimula momentaneamente onde se perde a vontade de continuar.
Chegando ao final do espetáculo, e olhando para todo o processo, mesmo ainda sem um desfecho, acho que os resultados são favoráveis, baseando-se na forma como ele foi conduzido. Acho que a proposta foi diferente, mas para mim não foi estimulante no início. Agora, com o trabalho quase pronto, existe a vontade de ver o resultado, de poder analisar o que deu certo e que poderia ter sido descartado. Confesso que a minha postura hoje é diferente da que eu tinha anteriormente. A descrença no espetáculo não existe e a aceitação do público não é mais uma preocupação. Não sei se o objetivo do espetáculo foi alcançado, mas acho que o processo em si, foi importante para o grupo. Não somos só atores, não vivemos do teatro, e por isso torna-se difícil a realização de uma proposta que exija mais do que podemos render. E exatamente por isso acredito que trabalhar uma proposta diferente daquilo que é de costume fazer, foi muito favorável e me ajudou a conhecer novas formas de fazer teatro.
Em 2004, continuamos com o processo de montagem do espetáculo “Karavançarai”. A dança das articulações foi mantida como etapa de aquecimento (concentração e integração), e também, como instrumento de “rememoração” dos movimentos e gestos característicos dos pássaros que cada ator interpreta. Estes movimentos característicos foram conseqüentes do processo de utilização do objeto como limitador e/ou potencializador de ações não cotidianas (processo realizado em 2003, que possibilitou o domínio e conhecimento do movimento, resultando na criação de personagens/pássaros).Os estímulos sonoros (percussão) e a “luz baixa“, utilizados na dança das articulações, se estenderam para a fase de montagem e se mostraram de grande auxílio no ambiente de criação das cenas.O texto foi dividido em unidades que foram trabalhadas de modo a valorizar o jogo cênico, nas quais se alternavam propostas direcionadas pelos diretores com experimentações dos atores (improvisações).
Neste período de montagem, ocorreram dificuldades na associação das falas determinadas do pássaro com seu movimento, como também, na mudança de personagem (pássaro) durante as cenas. A unidade de coro ainda está sendo buscada.
Todo o processo de montagem se mostrou desgastante fisicamente para a maioria dos atores, e, como também ocorreram muitos casos de doença, resolveu-se passar a oficina para somente um dia (às quartas-feiras), deixando a segunda-feira como opção de reposição.
O pouco tempo em que nos encontramos não possibilitou um estudo teórico coletivo, entretanto recebemos dos diretores dois textos que abordam a origem do sama (dança giratória dos dervixes mevlevi), o contexto em que esta dança está inserida e a descrição de seus movimentos, visto que, em determinado momento do espetáculo, temos de realizar um movimento giratório inspirado nesta dança.
No dia sete de maio, apresentamos parte do processo de montagem no evento “Imaginário Periférico” em Caxias e observamos a influência do espaço aberto, sem acústica e estrutura cênica, na receptividade do público.
Em junho, iniciamos outra atividade (duas vezes por semana), onde os bolsistas participam da organização de arquivos do projeto e da criação de bonecos mamulengo (concepção da estória, técnicas de manipulação...). Desta experiência, resultou uma oficina de construção de mamulengo, que está sendo ministrada na Uerj.
No dia 10 de novembro apresentamos o espetáculo “Todomundo” no hall do andar térreo da Uerj, no evento UERJ SEM MUROS.Estaremos no mês de dezembro concluindo a montagem de “KARAVANÇARAI” e nos apresentaremos nas dependências da UERJ durante três dias.
OFICINA DE CANTO
Continuamos o trabalho iniciado em 2003, trabalhando músicas voltadas para a montagem de CARAVANÇARAI. Unimos a preparação vocal individual e a harmonização das vozes com a experimentação de instrumentos, principalmente de percussão, que possibilitaram novas direções de interpretação das músicas trabalhadas. Com a inclusão de algumas delas no espetáculo, tivemos de fazer alterações de acordo com o que cada cena exigia e com os movimentos que deveríamos realizar. No mês de setembro deixamos de contar com a orientação da professora Ilana, que está de licença maternidade, e desde então, tentamos manter parte do trabalho criado, repassando as músicas que já foram trabalhadas.
A palavra chave dessa montagem é o movimento. O movimento do corpo em relação a outro corpo, em relação ao espaço, em relação a diferentes objetos e aos outros corpos presentes, estejam eles parados ou também em movimento. O tempo todo o movimento do corpo conduziu o processo. Primeiro através do simples andar pela sala solto, sem pensar em nada, apenas respirando e conhecendo o ritmo do seu caminhar do seu respirar tentando encontrar um ponto de encontro entre eles. Depois experimentando diferentes formas de andar, deslocando o equilíbrio do nosso corpo, impondo à ele algumas dificuldades de se locomover. O andar dos bichos também foi uma forma de analisar as diferentes formas que o nosso corpo poderia imprimir. Utilizamos os planos, alto, médio e baixo, tudo o que pudesse ser interessante para observar o que o nosso próprio corpo pode fazer e também as suas limitações. A dança das articulações foi uma forma bem interessante de começar a mexer o corpo bem devagar deste os dedinhos do pé até enlouquecer com a dança movimentando o corpo inteiro.
Numa segunda etapa, introduzimos os objetos em nossas experimentações. Coisas simples: alguns panos, um filó, uma esponja, uma pena, saias, enfim. Então agora deveríamos observar que tipo de movimento nosso corpo poderia fazer com a presença desse objeto. No meu caso foi um pouco difícil. Meu objeto era a esponja e por ser rígida, por não ser muito maleável, essa descoberta tornou-se complicada, mas não impossível. Acho que não tive êxito na escolha do objeto, mas foi interessante perceber justamente a dificuldade.
Ainda com os objetos, nos foi proposto um caminhar com eles, uma viagem onde deveríamos imaginar um caminho a seguir, traçar um objetivo e ir até ele se movimentando com o meu objeto. Foi bastante interessante fazer e ver as formas de andar, de se locomover, já que agora não era apenas o meu corpo. Havia um objeto que provocava algumas limitações e ao mesmo tempo me apresentava novas possibilidades de locomoção. Tudo o que havia sido feito antes, todo o nosso estudo dos movimentos do corpo, pôde ser perfeitamente empregado neste exercício.Conhecendo bem os movimentos do nosso corpo e também os movimentos do objeto que estávamos utilizando, deixamos o objeto de lado e a proposta era agora ser o objeto. Foi realmente a mais difícil das etapas. Realizar os movimentos que a minha esponja realizava foi bem complicado. Depois dessas etapas iniciais, de conhecimento do corpo e dos objetos, foram apresentados novos objetos e dessa vez escolhi um pano de organza preto, que apresentava características exatamente opostas à esponja anterior. Foi bem mais fácil realizar movimentos com ele e sendo ele também. Ficamos bastante tempo experimentando movimentos, formas de se locomover, nos relacionando com os outros corpos em movimento e com os objetos usados por eles.
Até então, eu não tinha certeza do que seria o resultado desse processo nem de que forma seria utilizado tudo o que experimentamos e observamos, e confesso que não via como encaixar esses exercícios a algum espetáculo.
Quando conhecemos a história do espetáculo, achei meio estranho, inovador é verdade, mas estranho. Mesmo assim me propus a tentar e a me esforçar para fazer o trabalho dar certo. Imaginar ser um pássaro, se movimentar como ele e encontrar o som desse pássaro, tudo isso sem ser caricato, é bem difícil. Foi um processo árduo construir o meu pássaro e depois falar como ele falaria.
Passei por uma época de desilusão em que a dificuldade de encontrar algo que fosse realmente bom, que funcionasse na cena, culminou com a incerteza do bom desfecho do trabalho. Não digo nem pela aceitação do público, mas por satisfação pessoal. Nessa fase, a música tornou-se importante, no espetáculo, para mim, pois ela eu tinha a certeza de estar dando certo.
Ao longo do espetáculo, os pássaros passam por diversos caminhos e eu experimentei alterar um pouco os meus movimentos e a voz e o som do meu pássaro. Foi prazeroso e significativo estabelecer algumas mudanças para que eu mesma sentisse as diferentes sensações do meu pássaro.
Ser coro neste também não é tão simples. É preciso impor uma voz, um tom que muitas vezes não agrada e por isso desestimula momentaneamente onde se perde a vontade de continuar.
Chegando ao final do espetáculo, e olhando para todo o processo, mesmo ainda sem um desfecho, acho que os resultados são favoráveis, baseando-se na forma como ele foi conduzido. Acho que a proposta foi diferente, mas para mim não foi estimulante no início. Agora, com o trabalho quase pronto, existe a vontade de ver o resultado, de poder analisar o que deu certo e que poderia ter sido descartado. Confesso que a minha postura hoje é diferente da que eu tinha anteriormente. A descrença no espetáculo não existe e a aceitação do público não é mais uma preocupação. Não sei se o objetivo do espetáculo foi alcançado, mas acho que o processo em si, foi importante para o grupo. Não somos só atores, não vivemos do teatro, e por isso torna-se difícil a realização de uma proposta que exija mais do que podemos render. E exatamente por isso acredito que trabalhar uma proposta diferente daquilo que é de costume fazer, foi muito favorável e me ajudou a conhecer novas formas de fazer teatro.
Em 2004, continuamos com o processo de montagem do espetáculo “Karavançarai”. A dança das articulações foi mantida como etapa de aquecimento (concentração e integração), e também, como instrumento de “rememoração” dos movimentos e gestos característicos dos pássaros que cada ator interpreta. Estes movimentos característicos foram conseqüentes do processo de utilização do objeto como limitador e/ou potencializador de ações não cotidianas (processo realizado em 2003, que possibilitou o domínio e conhecimento do movimento, resultando na criação de personagens/pássaros).Os estímulos sonoros (percussão) e a “luz baixa“, utilizados na dança das articulações, se estenderam para a fase de montagem e se mostraram de grande auxílio no ambiente de criação das cenas.O texto foi dividido em unidades que foram trabalhadas de modo a valorizar o jogo cênico, nas quais se alternavam propostas direcionadas pelos diretores com experimentações dos atores (improvisações).
Neste período de montagem, ocorreram dificuldades na associação das falas determinadas do pássaro com seu movimento, como também, na mudança de personagem (pássaro) durante as cenas. A unidade de coro ainda está sendo buscada.
Todo o processo de montagem se mostrou desgastante fisicamente para a maioria dos atores, e, como também ocorreram muitos casos de doença, resolveu-se passar a oficina para somente um dia (às quartas-feiras), deixando a segunda-feira como opção de reposição.
O pouco tempo em que nos encontramos não possibilitou um estudo teórico coletivo, entretanto recebemos dos diretores dois textos que abordam a origem do sama (dança giratória dos dervixes mevlevi), o contexto em que esta dança está inserida e a descrição de seus movimentos, visto que, em determinado momento do espetáculo, temos de realizar um movimento giratório inspirado nesta dança.
No dia sete de maio, apresentamos parte do processo de montagem no evento “Imaginário Periférico” em Caxias e observamos a influência do espaço aberto, sem acústica e estrutura cênica, na receptividade do público.
Em junho, iniciamos outra atividade (duas vezes por semana), onde os bolsistas participam da organização de arquivos do projeto e da criação de bonecos mamulengo (concepção da estória, técnicas de manipulação...). Desta experiência, resultou uma oficina de construção de mamulengo, que está sendo ministrada na Uerj.
No dia 10 de novembro apresentamos o espetáculo “Todomundo” no hall do andar térreo da Uerj, no evento UERJ SEM MUROS.Estaremos no mês de dezembro concluindo a montagem de “KARAVANÇARAI” e nos apresentaremos nas dependências da UERJ durante três dias.
OFICINA DE CANTO
Continuamos o trabalho iniciado em 2003, trabalhando músicas voltadas para a montagem de CARAVANÇARAI. Unimos a preparação vocal individual e a harmonização das vozes com a experimentação de instrumentos, principalmente de percussão, que possibilitaram novas direções de interpretação das músicas trabalhadas. Com a inclusão de algumas delas no espetáculo, tivemos de fazer alterações de acordo com o que cada cena exigia e com os movimentos que deveríamos realizar. No mês de setembro deixamos de contar com a orientação da professora Ilana, que está de licença maternidade, e desde então, tentamos manter parte do trabalho criado, repassando as músicas que já foram trabalhadas.
Ludymilla Penna / 2003
Oficinas da Companhia Teatral Nosconosco
CORPO
Período: Fevereiro à Dezembro de 2003
- Definição dos direcionamentos a serem seguidos para a construção da
próxima montagem;
- Durante todo o período foram utilizados diferentes técnicas corporais
através de exercícios experimentados e discutidos por atores e diretores ao final
de cada oficina;
- Apresentação do texto, uma primeira edição, leitura deste, e exercícios
com tentativas de utilização de passagens deste texto.
VOZ
Período: Março à Dezembro de 2003
- Trabalho da voz, individual e em grupo, onde há a educação vocal em
relação à respiração, postura, projeção da voz;
- Trabalho vocal em conjunto com o trabalho cênico, onde os atores são
fomentados a trabalhar a voz e o corpo em conjunto;
- Utilização do trabalho vocal e corporal na interpretação de músicas, as
quais seguem uma possível linha da próxima montagem;
- Instrução vocal nas músicas dos espetáculos “As Artimanhas de Molière” e
“TODOMUNDO”.
Ensaios para apresentações de espetáculos da Cia Teatral Nosconosco
“As Artimanhas de Molière” - Ensaios para espetáculos vendidos com apenas a passagem do espetáculo, afirmando marcas e textos;
Ensaios para entrar em temporada, onde houve a substituição de dois
atores, havendo necessidade de maior número de ensaios.
“TODOMUNDO” - Ensaios para espetáculos vendidos, porém com substituição de alguns atores no elenco, o que necessitou de mais ensaios
Apresentações dos espetáculos da Cia Teatral Nosconosco
“As Artimanhas de Molière”
- 06/08 - Lona Cultural - Anchieta- RJ
- 12/08 – Lona Cultural - Bangú - RJ
“TODOMUNDO”
- 16/08 - Valença - RJ
- 25/10 - Teatro Cap UERJ
- 05/11 - Projeto Paixão de Ler - Central do Brasil
A proposta de trabalho do ano de 2003 foi colocada no início do ano e
discutida por atores e diretores. O trabalho seria uma continuação do estudo
do movimento que se iniciou no 2o semestre do ano de 2002, onde tivemos a
utilização de textos e a experimentação de exercícios sobre os movimentos
corporais.
Diante da proposta, pudemos estabelecer o objetivo das oficinas. Nestas
nós atores, trabalhamos com a descoberta da enorme possibilidade de
movimentos que nosso corpo pode nos proporcionar. Trabalhamos com o corpo
relação ao tempo, ao espaço, aos objetos, com os quais nos relacionamos e
também com outros corpos.
Foi um trabalho diferente pois a influência de elementos externos foi
pequena, em relação à trabalhos anteriores. O mais importante foi buscar a
essência dos movimentos corporais de cada um dos atores. Nossos limites,
nossa disposição corporal e mental, foram postos à prova, sendo que a cada
dia de trabalho obtivemos elementos positivos que permitiram a continuidade
das oficinas.
Enfim, mais do que reconhecer movimentos, foi um trabalho de superação
de medos e pudores, respeitando os seus limites e os dos outros, descobrindo
a cada dia de oficina um novo movimento, criado por nós mesmos.
O objetivo dos exercícios propostos inicialmente foi o de “alinhavar” os atores quanto a sua prontidão, capacidade de equilíbrio, de domínio de espaço e de precisão.
Depois de realizado esse período de adaptação e aproximação técnica (que se deu “na medida do possível” levando em conta a experiência diferenciada dos atores) o que se buscou foi a descoberta de novos usos para objetos do cotidiano. Tais objetos foram escolhidos pelos próprios atores e mais tarde trocados entre eles para então serem abandonados ( ou não). Houve por parte dos pesquisadores uma preocupação no registro desses movimentos na memória dos atores e dessa dificuldade surgiu a idéia da criação de histórias montadas com seqüências de movimentos.
Uma dificuldade encontrada foi a inserção de texto e sons nos movimentos já construídos. Tal dificuldade vem sendo solucionada com o auxílio da “Dança das Articulações”: atividade que nos acompanhou dsde o início do trabalho e tem possibilitado a descoberta e a construção de uma linguagem corporal própria.
No trabalho de Voz os exercícios propostos foram o de “regular” as vozes, ou seja, buscar uma afinação, volume e timbre adequados a realização de espetáculos teatrais.
Uma outra preocupação foi a busca por uma união entre o trabalho desenvolvido com o corpo e a voza. Tal união se deu ao inserirmos as movimentações com os objetos ao canto das músicas.
A oficina de flauta doce tem como objetivo fornecer ao ator o aprendizado de um instrumento além de possibilitar a leitura de partituras (ritmo e notas) e a descoberta de embocaduras q facilitam o próprio canto. Neste ano de trabalho em especial os flautistas buscaram aumentar o alcance de notas agudas, objetivo alcançado com êxito. Outra preocupação foi quanto a interpretação das músicas a partir da variação de intensidade e velocidade.
CORPO
Período: Fevereiro à Dezembro de 2003
- Definição dos direcionamentos a serem seguidos para a construção da
próxima montagem;
- Durante todo o período foram utilizados diferentes técnicas corporais
através de exercícios experimentados e discutidos por atores e diretores ao final
de cada oficina;
- Apresentação do texto, uma primeira edição, leitura deste, e exercícios
com tentativas de utilização de passagens deste texto.
VOZ
Período: Março à Dezembro de 2003
- Trabalho da voz, individual e em grupo, onde há a educação vocal em
relação à respiração, postura, projeção da voz;
- Trabalho vocal em conjunto com o trabalho cênico, onde os atores são
fomentados a trabalhar a voz e o corpo em conjunto;
- Utilização do trabalho vocal e corporal na interpretação de músicas, as
quais seguem uma possível linha da próxima montagem;
- Instrução vocal nas músicas dos espetáculos “As Artimanhas de Molière” e
“TODOMUNDO”.
Ensaios para apresentações de espetáculos da Cia Teatral Nosconosco
“As Artimanhas de Molière” - Ensaios para espetáculos vendidos com apenas a passagem do espetáculo, afirmando marcas e textos;
Ensaios para entrar em temporada, onde houve a substituição de dois
atores, havendo necessidade de maior número de ensaios.
“TODOMUNDO” - Ensaios para espetáculos vendidos, porém com substituição de alguns atores no elenco, o que necessitou de mais ensaios
Apresentações dos espetáculos da Cia Teatral Nosconosco
“As Artimanhas de Molière”
- 06/08 - Lona Cultural - Anchieta- RJ
- 12/08 – Lona Cultural - Bangú - RJ
“TODOMUNDO”
- 16/08 - Valença - RJ
- 25/10 - Teatro Cap UERJ
- 05/11 - Projeto Paixão de Ler - Central do Brasil
A proposta de trabalho do ano de 2003 foi colocada no início do ano e
discutida por atores e diretores. O trabalho seria uma continuação do estudo
do movimento que se iniciou no 2o semestre do ano de 2002, onde tivemos a
utilização de textos e a experimentação de exercícios sobre os movimentos
corporais.
Diante da proposta, pudemos estabelecer o objetivo das oficinas. Nestas
nós atores, trabalhamos com a descoberta da enorme possibilidade de
movimentos que nosso corpo pode nos proporcionar. Trabalhamos com o corpo
relação ao tempo, ao espaço, aos objetos, com os quais nos relacionamos e
também com outros corpos.
Foi um trabalho diferente pois a influência de elementos externos foi
pequena, em relação à trabalhos anteriores. O mais importante foi buscar a
essência dos movimentos corporais de cada um dos atores. Nossos limites,
nossa disposição corporal e mental, foram postos à prova, sendo que a cada
dia de trabalho obtivemos elementos positivos que permitiram a continuidade
das oficinas.
Enfim, mais do que reconhecer movimentos, foi um trabalho de superação
de medos e pudores, respeitando os seus limites e os dos outros, descobrindo
a cada dia de oficina um novo movimento, criado por nós mesmos.
O objetivo dos exercícios propostos inicialmente foi o de “alinhavar” os atores quanto a sua prontidão, capacidade de equilíbrio, de domínio de espaço e de precisão.
Depois de realizado esse período de adaptação e aproximação técnica (que se deu “na medida do possível” levando em conta a experiência diferenciada dos atores) o que se buscou foi a descoberta de novos usos para objetos do cotidiano. Tais objetos foram escolhidos pelos próprios atores e mais tarde trocados entre eles para então serem abandonados ( ou não). Houve por parte dos pesquisadores uma preocupação no registro desses movimentos na memória dos atores e dessa dificuldade surgiu a idéia da criação de histórias montadas com seqüências de movimentos.
Uma dificuldade encontrada foi a inserção de texto e sons nos movimentos já construídos. Tal dificuldade vem sendo solucionada com o auxílio da “Dança das Articulações”: atividade que nos acompanhou dsde o início do trabalho e tem possibilitado a descoberta e a construção de uma linguagem corporal própria.
No trabalho de Voz os exercícios propostos foram o de “regular” as vozes, ou seja, buscar uma afinação, volume e timbre adequados a realização de espetáculos teatrais.
Uma outra preocupação foi a busca por uma união entre o trabalho desenvolvido com o corpo e a voza. Tal união se deu ao inserirmos as movimentações com os objetos ao canto das músicas.
A oficina de flauta doce tem como objetivo fornecer ao ator o aprendizado de um instrumento além de possibilitar a leitura de partituras (ritmo e notas) e a descoberta de embocaduras q facilitam o próprio canto. Neste ano de trabalho em especial os flautistas buscaram aumentar o alcance de notas agudas, objetivo alcançado com êxito. Outra preocupação foi quanto a interpretação das músicas a partir da variação de intensidade e velocidade.
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