Após a oficina de perna de pau
feita no final do ano de 2012 com o objetivo de utilizarmos a técnica no
espetáculo “Romeu e Julieta” que montaríamos no ano seguinte. Fizemos uma
pequena apresentação de uma fala do personagem que gostaríamos de interpretar
para a Célia, utilizando a perna de pau e também com um adereço. Escolhi então
a Julieta. Naquele momento não tivemos
nenhuma resposta da Célia sobre a escolha dos personagens, mas deu para
perceber que ela já tinha a ideia de alguns personagens, na minha opinião, a
Fernanda deu o melhor texto da Ama, e se ela continuasse não perdesse aquele momento
e trabalhasse nele com certeza seria uma ótima Ama.
Como de costume, antes de
iniciarmos qualquer montagem e trabalho físico, começamos a estudar a teoria,
ler tudo sobre Shakespeare, sua vida, suas peças. Cada um pesquisou na sua casa
e depois lemos os textos uns dos outros. O trabalho foi importante para
conhecermos mais sobre o autor que apesar de muito famoso por todos, muitas
outras coisas aprendi.
Depois de muitas aulas estudando a
teoria no Procenium, pois também não tínhamos ainda um local para fazer a
oficina, já que a sala de dança aonde trabalhávamos estava em obra, começamos a
utilizar a sala da COART. Em um segundo momento, apresentamos novamente uma
fala da personagem que gostaríamos de interpretar, mas dessa vez não usamos qualquer
adaptação e sim a adaptação que a Célia e o Roberto já tinham feito para a Nosconosco em outra época, que a maioria de
nós não tinha vivenciado. Desta vez,
apenas aqueles que tinham o desejo de interpretar Romeu ou Julieta usariam a
perna de pau, foi também necessário escolher algum figurino no Procenium.
Apenas eu tinha o desejo de interpretar Julieta, mas mesmo assim não achei que
seria fácil. Após essa apresentação a Célia já tinha decidido a maioria dos
personagens. E eu tinha conseguido o papel da Julieta, mas sabia que tinha que
correr atrás disso também.
Antes de começarmos a trabalhar
em cima do texto original de Shakespeare, fizemos alguns exercícios utilizando
músicas folclóricas, esse estilo de música seria utilizado no espetáculo. Os
exercícios tinham o objetivo de usarmos o corpo, através de movimentos que
junto com a música contaria uma história. Ao longo das aulas, utilizamos mais
de uma música e ao final cada um levou a sua máscara neutra para usá-la no
exercício. A máscara ajudaria então o corpo a contar a história, sem utilizar o
rosto.
Voltamos a utilizar a sala de
dança e de lá a trabalhar com o texto original de Romeu e Julieta. A Célia começou
a trabalhar em uma nova adaptação e aos poucos nos dar as primeiras cenas e
falas. A cena da entrada ficou belíssima! Com a música “Se essa rua fosse
minha”, cantada pelos atores ao som do acordeão. Eu e o Saulo (Romeu) entramos
de perna de pau. Após a entrada a Julieta sai de cena.
No último encontro (24 de abril)
assisti a cena, pois a Julieta ainda não tinha entrado novamente.
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