quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Aline Deyques / 2012


Oficina Perna de Pau

E depois da experiência de “Os Clowns Bailarinos” e da leitura dramatizada de “Senhora dos Afogados” veio à oficina de Perna de Pau, da qual eu queria muito, porém só consigo definir essa oficina para mim em duas palavra: MEDO e INSEGURANÇA.
Não sabia que seria tão difícil para eu subir em uma perna de pau, sim eu estava querendo muito a oficina, mas quando subi naquelas novas pernas, as minhas antigas pernas ficaram bambas, a minha visão ofuscou e a única coisa que sentia era um pânico imenso de cair. Sempre tive problemas com alturas, mas achei que depois de ter vindo estudar na UERJ, mais precisamente no 11° andar eu tinha melhorado um pouco, mas vi que ainda não estava totalmente curada.
Tinha muito medo e ainda tenho, não estou totalmente segura. Foram 10 encontros e eu só consegui dar alguns passos sem uma pessoa me segurando no último dia, isso de certa forma foi extremamente frustrante, pois queria estar andando como todos os meus colegas, mas não consegui, ao mesmo tempo senti que andar no último dia, me mostrou que se eu seguir tentando eu irei conseguir um dia...
Fiquei muito feliz de ver todos andando e de ver a Fernanda andando que assim como eu, no primeiro dia, também estava histérica.
No meu caso ainda a ajuda do Saulo me ajudou muito a poder andar com mais segurança, ele foi muito bom instrutor, também não tirando o mérito do Martin, que também em todo tempo foi muito atenciososo.
No último dia, eu nem estava nervosa com o texto de “Romeu e Julieta” que eu iria falar, tanto que nem consegui decorá-lo, eu mais nervosa em ter que ficar na perna de pau e não sabia se iria conseguir caminhar... Ainda precisei de apoio, mas quando a Célia deu o grito : “ANDA”, dai me senti obrigada a enfrentar o meu medo e dar um único passo, não sabia como voltar depois, me segurei na Fernanda e consegui me equilibrar, voltando ao meu lugar...Isso me deixou emocionada, na realidade, nem sei por quê, pois minha obrigação era caminhar muito mais, mas enfim, o meu medo,  a minha insegurança ainda é maior. Sou muito desastrada e isso me dá motivos para não confiar em mim.
Mas enfim, como sempre digo tudo o que eu passo na Nosconosco é muito enriquecedor, quem sabe eu consiga me equilibrar e “caminhar com novas pernas” no que virá de agora em diante...

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