E depois da experiência de
“Os Clowns Bailarinos” e da leitura dramatizada de “Senhora dos Afogados” veio à
oficina de Perna de Pau, da qual eu queria muito, porém só consigo definir essa
oficina para mim em duas palavra: MEDO e INSEGURANÇA.
Não
sabia que seria tão difícil para eu subir em uma perna de pau, sim eu estava
querendo muito a oficina, mas quando subi naquelas novas pernas, as minhas
antigas pernas ficaram bambas, a minha visão ofuscou e a única coisa que sentia
era um pânico imenso de cair. Sempre tive problemas com alturas, mas achei que
depois de ter vindo estudar na UERJ, mais precisamente no 11° andar eu tinha
melhorado um pouco, mas vi que ainda não estava totalmente curada.
Tinha
muito medo e ainda tenho, não estou totalmente segura. Foram 10 encontros e eu
só consegui dar alguns passos sem uma pessoa me segurando no último dia, isso
de certa forma foi extremamente frustrante, pois queria estar andando como
todos os meus colegas, mas não consegui, ao mesmo tempo senti que andar no
último dia, me mostrou que se eu seguir tentando eu irei conseguir um dia...
Fiquei
muito feliz de ver todos andando e de ver a Fernanda andando que assim como eu,
no primeiro dia, também estava histérica.
No
meu caso ainda a ajuda do Saulo me ajudou muito a poder andar com mais
segurança, ele foi muito bom instrutor, também não tirando o mérito do Martin,
que também em todo tempo foi muito atenciososo.
No
último dia, eu nem estava nervosa com o texto de “Romeu e Julieta” que eu iria
falar, tanto que nem consegui decorá-lo, eu mais nervosa em ter que ficar na
perna de pau e não sabia se iria conseguir caminhar... Ainda precisei de apoio,
mas quando a Célia deu o grito : “ANDA”, dai me senti obrigada a enfrentar o
meu medo e dar um único passo, não sabia como voltar depois, me segurei na
Fernanda e consegui me equilibrar, voltando ao meu lugar...Isso me deixou
emocionada, na realidade, nem sei por quê, pois minha obrigação era caminhar
muito mais, mas enfim, o meu medo, a minha
insegurança ainda é maior. Sou muito desastrada e isso me dá motivos para não
confiar em mim.
Mas
enfim, como sempre digo tudo o que eu passo na Nosconosco é muito enriquecedor,
quem sabe eu consiga me equilibrar e “caminhar com novas pernas” no que virá de
agora em diante...
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